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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O simbolismo maçônico de Pinóquio

Carlo Collodi escreveu em 1882 um livro chamado “As Aventuras de Pinóquio”, na que conta a história de um velho Mestre artesão que construiu um boneco de madeira.
Esta história simples é salpicada com considerações de ordem moral e da evolução da pessoa que faz a história de um relato iniciático, em que Pinóquio se vai desprendendo de seus muitos defeitos e se tornar um verdadeiro ser humano, uma criança neste caso.
Poucas pessoas sabem que o Pinóquio, o boneco de madeira saiu da mente e da criatividade do escritor italiano Carlo Collodi, não é um conto de fadas. Na verdade, seu comprimento é um romance, mas sua trama infantil suspeita é nada mais do que o veículo através do qual Collodi destina-se a entregar uma mensagem profundamente espiritual, iniciático, esotérico e desenvolvimento pessoal.
Na verdade, a primeira coisa que gostaria de salientar é que o autor, Carlo Collodi, foi um membro da Ordem Maçônica, uma instituição que guarda e estuda as antigas tradições herméticas atribuídas a Hermes Trismegistus e é considerada a mais importante instituição esotérica hoje.
Walt Disney, que esta história imortalizou no filme de animação e cujos desenhos representam mais do que qualquer outro o boneco e os outros personagens, também foi um irmão maçom.
No contexto conturbado da re-unificação italiana, liderada por outro irmão, José Garibaldi, Collodi escreveu “As Aventuras de Pinóquio”, publicado em 1882. Uma análise superficial do trabalho revela uma apologia para a educação e uma denúncia do vício e da ociosidade. Ideais próprios da cultura ocidental, mas são inevitáveis mandatos para encomendas para as ordens esotéricas.
Vamos rever a história, e marcar em negrito algumas palavras que são muito esclarecedoras do ponto de vista esotérico e maçônico em particular: Gepetto, um velho mestre que usa o avental, sempre sonhou em ter uma criança, de modo que, ao ver brilhar no céu a Estrela Azul fervorosamente pediu que seu desejo fosse concedido (este é entrar em contato com um maior nível de consciência). Naquela noite, enquanto dormia Gepetto, apareceu a Fada Azul e deu vida ao boneco advertiu a se comportar bem para se tornar um menino de verdade (o compreendemos a partir da idéia de ser um homem de verdade, outra idéia inspiradora das escolas iniciáticas). Para aconselhamento sobre seu comportamento chamou o Grilo Falante com sua consciência (o trabalho consciente de desenvolvimento pessoal é também um ideal hermético).

Não nos esqueçamos de que Pinóquio foi trabalhado à mão pelo carpinteiro que o elaborou a partir de um pedaço de madeira, criando mesmo um boneco muito bom, graças ao seu esforço (na Maçonaria se trabalha para dar forma a uma pedra).
Os fios que movem o destino dos bonecos são semelhantes aos fios do destino que movem as pessoas, daqui para lá e vice-versa quando desenvolvemos a consciência.

Assim, então, Pinóquio com falta de consciência e surdo aos ensinamentos do Grilo Falante (outro mestre) provou ser amoral e estúpido. Poderia dizer que Pinóquio estava vivo, mas ainda não tinha livre arbítrio estava dormindo, não usava a sua consciência, desconhecia o Sendero da virtude e a libertação, foi uma espécie de “morto vivo”.
O esoterismo ensina que, infelizmente, a maioria dos seres humanos são como Pinóquio, eles seguem o caminho mais fácil e não sabem que existe algo melhor, algo que nos conecta com níveis mais elevados de consciência.
Um pesquisador maçônico, que estudou o assunto, disse: “A verdade é que existem apenas dois tipos de homens em todo o mundo: os poucos que já perceberam o esquema divino poderoso, e as imensas massas que ainda não conhece. Os últimos vivem para eles mesmos, e estão muito escravizados por suas paixões; os primeiros vivem para Deus e para a evolução, que é a Sua vontade se eles são chamados Budistas ou hindus, muçulmanos ou cristãos, ou pensadores judeus.
…Pinóquio é o escravo de seus “eus”, este é um ego hipertrofiado produto de distintos vícios que foram acumulados. Suas mentiras fazem crescer o nariz e as orelhas de burro depois. Esta é uma alegoria física de todos os agregados psíquicos que o acompanham.

Uma e outra vez, Pinóquio, pela lei de causa e efeito, sofre as conseqüências de suas más ações, que o conduzem a uma vida desgraçada, onde o boneco paga com o sofrimento do karma que há sido gerado. Quando a vida de Pinóquio não poderia ser mais insuportável, é engolido por uma baleia.
Este episódio, que evoca claramente a história bíblica de Jonas, vem a ser no simbolismo maçônico a câmara de reflexões que representa a descida ao centro da terra. Que viveu até o próprio Jesus, segundo Mateus 12:40: “Pois assim como Jonas esteve no ventre do grande peixe por três dias e três noites, assim estará o Filho do Homem no seio da terra três dias e três noites”. Não se esqueça que o Filho do homem, também, como o Pinóquio, é filho de um Mestre carpinteiro.

Como acontece com qualquer tradição esotérica válida é a morte mística, à luz de uma vela, Pinóquio medita sobre o seu destino e decide mudar, deixando para trás seu passado de inconsciência.

Finalmente o boneco é expelido pela baleia para o mar, onde a água atua como um purificador, limpando interna e externamente a Pinóquio.
Diz-se que quando alguém está imerso em uma corrente de água, renasce para uma nova vida. Esta prática é comum em muitas tradições religiosas e no batismo cristão. Maçonicamente tem a ver com a lenda do terceiro grau e o Mar de bronze.
Pinóquio, no entanto, não sobrevive à fúria do oceano e, finalmente, se afoga. Esta morte do boneco equivale à morte mística do profano ao ser iniciado. Nas palavras do Evangelho lembra a sentença que está em João 3:3-10: “Em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus (…) quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”.

Ao retornar à vida, Pinóquio vai para um estado mais elevado, que vai adquirir uma humanidade plena (para ser um menino de verdade).
Vale a pena ver “Pinóquio” e descobrir o profundo conteúdo simbólico e iniciático de este trabalho. Especialmente recomendado para aqueles que pertencem a instituições herméticas filosóficas como a Ordem Maçônica, Rosa Cruz, Gnósticos, Teosófica, Antroposófica Biosófica, Metafísicas e similares.
Mas, para o resto dos mortais que tentamos manter uma vida digna, enquadrada nos limites da moral mais ou menos estável, a aventura de Pinóquio também tem muito a dizer, sobretudo porque o boneco se parece muito como nós.
Se você acha que nós podemos dizer o quanto à história de Pinóquio corresponde com a evolução dos seres humanos para alcançar a plena realização da “humanidade”, como seres humanos completos e particularmente com a nossa própria evolução como maçons.

http://www.obreirosdeiraja.com.br/pinoquio/

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mensagem do dia

Você é desnecessário para a Ordem?

Uma das situações, talvez a mais dolorosa para um homem, é quando ele se conscientiza de que é totalmente desnecessário, sejam no ambiente familiar, no trabalho, na comunidade ou, principalmente, para nós maçons, na nossa Instituição.
Os maçons tornam-se desnecessários:
Quando decorrido algum tempo de sua Iniciação ao primeiro grau da Ordem, já demonstram desinteresse pelas sessões, faltando constantemente, demonstrando não estarem comprometidos com a Instituição, apesar de terem aceitado a Iniciação e terem JURADO SOLENEMENTE.
Quando, durante as sessões, já “enturmados”, ficam impacientes com as instruções, com as palestras ou com as palavras dos Irmãos mais velhos, achando tudo uma chatice, uma bobagem que atrasa o ágape e a esticada noturna ao BAR.
Quando, ao tempo da apresentação de trabalho para aumento de salário, não têm a mínima idéia dos assuntos dentre os quais podem escolher os seus temas. Simplesmente copiam alguma coisa de um livro e apresentam-no, pensando que ninguém vai notar.
Quando, ainda companheiros, começam a participar de grupos para ajudar a eleger o novo Venerável e, não raro, já pensando seriamente em, assim que chegarem a Mestres, começarem a trabalhar para obter o “poder” na Loja.
Quando já como Mestres, recusam-se a admitir que sabem quase nada a respeito da Ordem Maçônica . Acham que estudar e comparecer ao máximo de sessões do ano é coisa para os que aceitaram fazer parte da administração, para os companheiros e os aprendizes.
Quando Mestres, ao participarem das eleições como candidatos a algum cargo na Loja, principalmente para o de Venerável, e não forem eleitos, sumirem ou filiarem-se a outra Loja onde poderão ter a “honra” de serem cingidos com o avental de M.’. I.’., que consideram ser ” muito mais vistoso do que o de um “simples Mestre “.
Quando já Mestres e até participando dos graus filosóficos não terem entendido ainda que o essencial para o verdadeiro maçom é o seu crescimento espiritual, a sua regeneração, a sua vitória sobre a vaidade e os vícios, a aceitação da humildade e o bem que possam fazer aos seus semelhantes, e que, a ” política interna da Loja , a proteção mútua, principalmente na parte material, também tem lá seu valor, mas não é a ESSÊNCIA para o verdadeiro MAÇOM..
Quando, como Aprendiz, Companheiro ou Mestre, ainda não entenderem que a Loja necessita que suas mensalidades estejam rigorosamente em dia, para que possam enfrentar às despesas que são inevitáveis.
Quando, como Veneráveis Mestres, deixam o caos se abater sobre a Loja, não sendo firmes o suficiente para exercer sua autoridade; não tendo um calendário com programação pré-definida para um período; não cobrando de seus auxiliares a consecução das tarefas a eles determinadas, e não se importando com a educação maçônica, que é primordial para o aperfeiçoamento dos obreiros.
Quando, como Vigilantes, não entenderem que, juntamente com o Venerável Mestre, devem constituir uma unidade de pensamento, pois em todas as Lojas nas quais um ou os dois Vigilantes não se entendem entre si e principalmente não se entendem com o Venerável, o resultado da gestão é catastrófico.
Quando, como Guarda da Lei (Orador), nada sabem das leis e regulamentos da Potência e de sua própria Loja, e usam o cargo apenas para discursos ocos e intermináveis.
Quando, como Secretários, sonegam à Loja as informações dos boletins quinzenais, as correspondências dos Ministérios e, principalmente, os materiais do departamento de cultura, que visam dotar as Lojas de instruções e conhecimentos que normalmente não constam dos rituais, e são importantes para a formação do maçom.
Quando, como Tesoureiros, não se mostram diligentes com os metais da Loja, não se esforçam para manter as mensalidades dos Irmãos em dia e não se importam com os relatórios obrigatórios e as prestações de contas.
Quando, como Chanceleres, não dão importância aos natalícios dos Irmãos, cunhadas, sobrinhos e de outras Lojas. Quando, em desacordo com as leis, adulteram as presenças, beneficiam Irmãos que faltam e não merecem esse obséquio.
Quando, como Hospitaleiros, não estão atentos aos problemas de saúde e dificuldades físicas, financeiras, ou sociais, dos Irmãos da Loja.
Quando constatamos que em grande número de Lojas, com uma freqüência média de vinte Irmãos, se recolhe um tronco de beneficência de R$ 10,00 (dez reais) em média (significa que 10 irmãos contribuíram com R$ 1,00 e 10 não conseguiram nem contribuir…). Na prática, em condições originais, friamente, todos os 10 que não contribuíram são desnecessários, pois a benemerência é um dever declarado do maçom. Mas a benemerência é também do maçom que PODE mais, atendendo o maçom que agora não está podendo, por seus acidentais motivos de vida.
Quando a Instituição programa uma Sessão Magna Branca para homenagear alguém ou alguma entidade pública ou privada, constata-se a presença de um número irrisório de Irmãos, dando aos profanos uma visão negativa da Ordem, deixando constrangidos aqueles que se dedicaram e se esforçaram para realizar o evento à altura da Maçonaria. Todos esses Irmãos indiferentes, que não comparecem habitualmente a essas sessões, também são desnecessários à nossa Ordem.
Muito mais haveria para se dizer em relação aos Irmãos desinteressados da nossa Sublime Instituição. Fiquemos por aqui e imploremos ao Grande Arquiteto do Universo que ilumine cada um de nós, pra que possamos agir na Maçonaria com o verdadeiro Espírito Maçônico e não com o espírito profano, e roguemos ainda, que em nenhuma circunstância, seja na família, no trabalho, na sociedade ou na Arte Real, tornemo-nos desnecessários, pois deve ser muito triste e frustrante para qualquer um sentir-se sem importância e sem utilidade no meio em que se vive.

http://www.obreirosdeiraja.com.br/voce-e-desnecessario-para-a-ordem/

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Palavra do dia

REVANCHISMO

Em entrevista recente ao Terra Magazine, o ex-ministro Nilmário Miranda falou o seguinte, ao comentar uma possível abertura e divulgação dos arquivos da ditadura: “Acho ridículo falar em revanchismo. Quando se discute justiça e liberdade não se fala em revanchismo, e sim em democracia. Eu convivi com chefes militares enquanto fui ministro. São pessoas de bem, com sentimento nacional, espírito democrático”.

A palavra revanchismo é um substantivo masculino, com origem na junção de “revanch(e)” com o sufixo “-ismo”. Seu significado no “iDicionário Aulete” pode ser visto logo abaixo:

(re.van.chis.mo)

sm.

1. Atitude ou tendência a procurar a revanche (1), esp. no terreno político.

[F.: revanch(e) + -ismo.]

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A Escada de Jacó


* Jurandyr José Teixeira das Neves.

Encontramos no Painel da Loja de Aprendizes uma escada, denominada Escada de Jacó que simbolicamente representa a ligação entre a Terra e os Céus. A origem da introdução do simbolismo da Escada de Jacó na Maçonaria Especulativa deve-se à visão de Jacó, registrada no Velho Testamento, Gênesis 28 vers. 10, 11, 12, 17 e 18.

Gênesis 28 - 10: "E Jacó seguiu o caminho desde Bersba e dirigiu-se a Harã". Gênesis 11: "Com o tempo atingiu certo lugar e se preparou para ali pernoitar, visto que o Sol já se tinha posto. Tomou, pois, uma das pedras do lugar e a pôs como apoio para a sua cabeça e deitou-se naquele lugar”. Gênesis 12: "E começou a sonhar, e eis que havia uma escada posta da terra e seu topo tocava nos céus; e eis que anjos de Deus subiam e desciam por ela". Gênesis 17: "Jacó acordou do sono e disse "Verdadeiramente, Jeová está neste lugar e eu mesmo não o sabia"“. Gênesis 18: "E ficou temeroso e acrescentou; "Quão aterrorizante é este lugar" Não é senão a casa de Deus e este é seu portão de entrada".

Simbolismo da Escada de Jacó
Erguendo-se a partir do Altar dos Juramentos, sustentada pelo L.`. L.`. vai em direção à abóbada celeste representada no teto da Loja. Na base da escada, centro e topo encontramos três símbolos: a cruz - que representa a FÉ, a âncora que representa a ESPERANÇA e um braço estendido em direção a um cálice que representa a CARIDADE e no seu ápice uma estrela de sete pontas.

No dicionário encontramos um dos significados de estrela = destino, sorte, fado, fadário. A estrela de Davi, símbolo judaico tem 6 pontas, formada pela interposição, entrelaçamento ou superposição de dois triângulos eqüiláteros. No painel do aprendiz, ao lado da estrela de 7 pontas encontramos à direita a Lua rodeada de 7 estrelas e à esquerda o Sol. O número 7, na simbologia mística nos esclarece do porque uma estrela incomum de 7 pontas no ápice da escada de Jacó

Simbologia do número 7
Principio neutro dominando os elementos da natureza, aliança da idéia e da forma; a unidade em equilíbrio; paciência desenvolvendo a inteligência. Vitória: ligada à natureza e ao amor, simboliza o triunfo do iniciado ao fim da sua busca (entendimento, compreensão e conhecimento).

Poder espiritual vivificante, o aconselhamento fornecido ao iniciado por Deus. Poder final do espírito sobre a matéria. Reintegração da matéria no espírito e do tempo na eternidade. Número de poder mágico com sua força plena, onde estão compreendidos os estados de evolução física e espiritual que se completam; poder adquirido pelo iniciante nos dois mundos (material e espiritual). Misterioso. Profundo. Estranho e indefinível aos olhos do profano.

Número que representa a energia mais perfeita que Deus concedeu para utilização dos iniciados nos rituais. O sete, diz os seguidores de Pitágoras, era assim chamado em função do verbo grego "sebo", - venerar e deriva do hebraico Shbo, set, ou satisfeito, abundância, sendo Septos, em grego "santo, divino, de mãe virgem".

Assim como a Escada de Jacó está envolvida nos mistérios e instituições que a tradição nos dá conhecer, temos a árvore da vida, no jardim do Éden nos mostrando caminhos entre um estágio inferior para um estágio superior. O verso da carta do tarô - o arcanjo maior - O julgamento - aonde vemos uma escada de sete degraus um arcanjo com sua trombeta, tendo à sua volta uma serpente que engole seu rabo com uma árvore ao seu redor. Além de figuras humanas na base da escada.

Esta carta mostra a ressurreição sob influência do Verbo. A Árvore da Vida carrega a seiva para Ourobus, a serpente que morde sua própria cauda, que é o símbolo da eternidade. A misteriosa escada dourada (escada de Jacó) que é o veículo para o homem ascender a um plano superior, atendendo ao chamado do arcanjo. A compreensão desta linguagem simbólica implica o conhecimento de questões que estão diretamente ligadas ao estudo e análise do nosso subconsciente, dos arquétipos e do nosso inconsciente coletivo descrito por Carl Gustav Jung.

É a Escada de Jacó um símbolo religioso nos mostrando que só chegaremos à morada de Deus se galgarmos degrau por degrau a escada da vida. É o símbolo do caminho para a perfeição. Sua colocação no painel do aprendiz indica que o neófito colocou o pé no primeiro degrau da escada, iniciando sua busca para o aperfeiçoamento moral. Outra visão - a esotérica - da escada de Jacó, onde anjos subiam e desciam por ela, nos mostra, simbolicamente os ciclos evolutivos e involutivos da vida num perpétuo fluxo e refluxo através dos sucessivos nascimentos e mortes.

A citação bíblica "a casa de meu pai tem muitas moradas" também nos reporta ao seu sentido esotérico, dizendo-nos que há muitos níveis para as criaturas dentro do seu grau de evolução e progresso. Que possamos, na nossa ignorância, atinar para a grande inteligência do Plano de Evolução da Vida, que nos é sugerido no painel da Loja de Aprendiz, pois após a estrela de sete pontas, que simboliza a verdadeira sabedoria e a perfeição moral, ainda poderemos transcender rumo às nuvens, Lua, Sol e demais estrelas do firmamento, incorporando-nos no grande e glorioso Céu, contido na abóbada celeste, para verdadeiramente nos reencontramos com o G.`. A.`.D.`.U.`.

* Jurandyr José Teixeira das Neves é M.'.M.'. da ARLS Renascença - Santo André - SP - Brasil
http://www.maconaria.net/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=75

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Palavra do dia

FILANTROPIA

Em artigo de Dagoberto J.S. Lima publicado no jornal Valor Econômico no dia 7 de Janeiro, encontra-se a seguinte manchete: “Mais transparência para a filantropia”.

Filantropia é um substantivo feminino com origem no grego philanthropía, as. Seu significado para o contexto acima está na acepção 3 do iDicionário Aulete:

(fi.lan.tro.pi.a)

sf.

1. Amor e dedicação ao ser humano [ antôn.: Antôn.: misantropia. ]

2. Bondade, generosidade para com o próximo

3. Ação ou prática de contribuir financeira, material ou moralmente (ou através da prestação de algum serviço) para o bem estar alheio

[F.: Do gr. philanthropía, as, pelo fr. philanthropie.]

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Mensagem do Dia

A sabedoria vinda do alto
“Nossas dúvidas são traiçoeiras, e nos fazem perder o bem que sempre poderíamos ganhar, por medo de tentar”. William Shakespeare .
Tiago em sua epístola nos apresenta duas formas de sabedoria, a vinda do céu (Deus) e a profana que usamos para prejudicar, ganhar méritos pessoais. A sabedoria vinda do alto é pura não mistura com o profano. Quem é sábio tem entendimento? Pergunta Tiago. Se a temos devemos mostrá-la em nossas atitudes, ela é o espelho de nossa alma. A humildade de nossas atitudes mostrará se é do céu ou não.
Porém, se em teu coração abriga amargura, inveja, ambição egoísta. Nossa sabedoria jamais veio do céu. Ela é própria e só resulta em engano e miséria da alma. “Essa espécie de sabedoria não vem do céu; ela é deste mundo, é da nossa natureza humana e é diabólica.” (Tiago 3:15)
A sabedoria do alto não se adquire através do conhecimento humano como muitos pensam. Ela vem da busca do homem por Deus através de seu filho Jesus Cristo, no aprofundar do homem no relacionamento com Cristo por meio da Bíblia e da prática da mesma e da busca pelo Espírito Santo de Deus.
Onde existe apenas a sabedoria humana transforma-se em confusão e divisão de opiniões, pois cada um deseja mostrar maior conhecimento, quando esta vem de Deus junto nasce a humildade de saber reconhecer o próximo e o que foi feito por Cristo em cada vida e de cada forma manifesta pelo espírito de Deus.
A sabedoria vinda do alto tem algumas características bem marcantes, sendo elas: Pureza: sua mente não maquina contra o próximo, não vive apenas para se satisfazer. Sua mente está sempre em Cristo, em si e no próximo. Seu princípio e fim não estão em si mesmo, antes, porém na lei do Senhor ele medita sempre para manter uma mente livre de maldades.
É Pacífico: não quer nem semeia discórdia. Tem uma paz autêntica, não aceita nem vive na discórdia. É livre de atitudes que trazem contendas.
É manso: é manso e humilde, não para outros verem, mas mantêm assim seu estilo de vida. O espírito é manso, suas atitudes são mansas. Não é arrogante nem insensato.
Não é invejoso: a inveja e a cobiça é o veneno da alma, aonde ela chega contamina, trás morte, doenças graves. Cega a visão daquilo que é divino, só deixando à vista as ordens satânicas e destruidoras.
Tratável: é sempre disposto a ouvir e entender o próximo, fácil de lidar.
Misericordioso: a pessoa sábia não se deixa levar pela mesquinharia, antes se compadece do próximo.
Imparcial e não fingido: justo, reto, não leva engano e não é fraudulento “[...] produz uma colheita de boas ações, não trata os outros pela sua aparência e é livre de fingimento.” (v.17b)
O que nos leva a desejar a sabedoria vinda do alto e não sermos corruptos é reconhecer que somos dependentes de Deus em Cristo e que sem a sabedoria do alto só teremos e seremos engano. O desejo de satisfazer apenas a si mesmo destrói.
Para adquirir a sabedoria vinda do alto basta apenas a pedirmos a Deus que a todos dá, com liberalidade e mansidão. “Mas, se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e ele a dará porque é generoso e dá com bondade a todos.” (Tiago 1:5)
Nem por isso poderemos ignorar o conhecimento adquirido, devemos procurar o saber, estudar, pois é ele que nos fará crescer na profissão e na vida. A sabedoria vinda do alto é um dom de Deus, essa precisamos buscar do alto.

Silvia Azevedo: Bacharel em teologia, pregadora cristã, membro da Igreja Batista Getsemani em BH.
http://www.gostodeler.com.br/materia/10700/A_sabedoria_vin.html

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ação Positiva II

"SOLIDARIEDADE NÃO TEM FRONTEIRAS AJUDE A RECONSTRUIR O HAITI. Vários bancos abriram contas para receber doações que vão ajudar as vítimas do terremoto no Haiti. Não fique parado sua colaboração pode ajudar a reconstruir uma vida, um país".
Com essa mensagem o STF faz campanha em prol das vítimas do terremoto no Haiti.



(Notícia publicada em 19.01.2010 no site: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=118666&tip=UN)