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quinta-feira, 31 de julho de 2014

O ALTAR DO PERFUME


A Bíblia, ao tratar da fragrância exalada pelo incenso, diz que sua fumaça se levanta no altar do perfume: "Ora, exercendo Zacarias diante de Deus as funções de sacerdote, na ordem da sua classe, coube-lhe por sorte, segundo o costume em uso entre os sacerdotes, entrar no santuário do Senhor e aí oferecer o incenso. Todo o povo estava de fora, à hora da oferenda do incenso. Apareceu-lhe então um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do perfume" (Lc, 8,11). No altar do perfume, pela manhã e à noite se queimavam perfumes sagrados. E tais perfumes eram incensos, agradando os ambientes sagrados e fazendo da sua fumaça uma comunicação com o divino.
Em outras passagens bíblicas é possível se observar o exalar desse perfume, tanto em oblações (oferendas), como em outros sacrifícios e em ritualizações, com o incenso sendo queimado nas cerimônias de adoração a Deus, pois a sua fumaça perfumada subia aos céus para o agrado e reconhecimento do amor pela divindade dos povos na terra. Consubstanciava-se, no incenso, a pureza dos elementos e que era a própria purificação divina. "Entrando na casa viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra" (Mt, 2,11), "Azeite de lâmpada, bálsamo para o óleo de unção e para o incenso aromático" (Ex, 25,6),  “Farás também de madeira de acácia um altar para queimar incenso" (Ex, 30,1),  "Sobre ele Aarão queimará incenso aromático, todas as manhãs, ao preparar as lâmpadas" (Ex, 30,7),  "E ao por do sol, quando as acender. Assim será queimado o incenso diante do Senhor perpetuamente, por todas as gerações" (Ex, 30,8), "A mesa com todos os apetrechos, o candelabro com os utensílios, o altar do incenso" (Ex, 30,27), " O Senhor disse a Moisés: “Arranja essências aromáticas: resina, âmbar, gálbano aromático e incenso puro em partes iguais" (Ex, 30,34), " Prepararás um incenso perfumado, composto segundo a arte da perfumaria, bem dosado, puro e santo" (Ex, 30,35), " o altar do incenso e seus varais; o óleo de unção e o incenso aromático; a cortina da porta de entrada da morada" (Ex, 35,15), "E queimou sobre ele o incenso aromático, assim como o Senhor havia ordenado a Moisés" (Ex, 40,27), "Dela o sacerdote queimará como memorial uma parte dos grãos moídos e do azeite, além de todo o incenso. É uma oferta queimada para o Senhor" (Lev, 2,16). Tenho uma igreja em minha vida e todos os dias ritualizo minha fé também através da queima de incensos. Primeiro no altar da minha inabalável fé em Deus, que é no coração, e depois no altar onde tenho a minha Bíblia, o meu oratório antigo e os mistérios da crença que estão por ali espalhados. Num incensário bonito, verdadeiro turíbulo, novo, mas parecendo uma peça muito antiga representando uma torre, feito de metal de um amarelo envelhecido, com motivos bonitos, ornados à mão, faço a madeira de jasmim, mirra, sândalo, manjericão, madeira do oriente e outros aromas, entrar em combustão e quando a ponta está em brasa coloco dentro desse objeto litúrgico e recubro novamente, para em seguida ficar mirando por alguns instantes a fumaça que vai saindo pelas aberturas e se espalhando pelo ar para ir ao encontro de Deus, e dizer sempre da minha fé e do meu eterno amor. E como é bom ver e sentir aquela fumaça envolvendo o ambiente, criando uma força mística, dando um novo sentido ao espírito, fazendo respirar no perfume que se exala a paz, a leveza da alma e um misterioso encontro com mistérios divinos. Muitas vezes é como se viajasse pelos templos antigos e seus rituais, pelos corredores e salões dos monastérios e abadias, ao redor das pesadas mesas com religiosos escrevendo letra por letra a religiosidade do mundo, tendo sempre ao lado uma vela acesa e incensos queimando. O incenso, disposto diariamente no meu altar perfumado, não objetiva somente o meio para transportar no fumo que vai se alastrando os desejos, pensamentos, orações e mensagens para o mundo celestial, para relaxar, embriagar o espírito de paz, purificar o ambiente e a alma. Não. Vejo no ritual do incenso mistérios que aproximam da divindade, no seu perfume o contato com o divino e no ambiente purificado que se forma ao redor a igreja que tanto preciso para continuar manifestando minha fé em Deus.

http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/2273836

BISPOS DO PARÁ E PERNAMBUCO BRIGAM COM OS MAÇONS - A Origem do Conflito Igreja X Maçonaria

O cenário religioso na Província do Pará, na segunda metade do século XIX, estava envolto em vários acontecimentos, conflitos entre Igreja e Estado (o afloramento da chamada Questão Religiosa no Brasil), decorrente das ações ultramontanas de Dom Macedo Costa e suas críticas às crenças que estavam se firmando entre os populares.

O conflito que opõe a Igreja Católica e o governo brasileiro entre 1870 e 1875 é causado pelo choque entre a hierarquia católica e a maçonaria, muito influente no Império. Esta sociedade secreta, ligada a ideias e movimentos políticos liberais na Inglaterra e na França, chega ao Brasil no final do século XVIII. Durante o processo da independência e no decorrer do Império aumenta seu prestígio social e sua presença na estrutura de poder. As maiores figuras do regime, com raras exceções, pertencem aos seus quadros. No dia a dia do governo e nas decisões administrativas como nomeação de funcionários ou destinação de recursos orçamentários, a maçonaria é um canal de influência e de mediação, paralelo e por vezes superior aos partidos políticos.

Essa atuação da maçonaria colide com a atuação da Igreja Católica, também muito influente no período imperial.

Em 1871, o Vaticano impõe regras rígidas de doutrina e de culto e condena as sociedades secretas. Os bispos brasileiros, acatando as novas diretrizes, determinam a expulsão dos maçons das irmandades católicas e passam a exigir mais disciplina moral e canônica do clero.

O conflito: Se a maçonaria tem poder político, a Igreja tem autoridade e presença religiosa, fortalecidas pela condição privilegiada do catolicismo como religião oficial do império.

O conflito começa em 1872, quando o padre Almeida Martins é suspenso de suas funções no Rio de Janeiro por causa de um discurso em uma loja maçônica. A reação da maçonaria, condenando a decisão, espalha-se pelo país.

Mas, logo em seguida, os bispos de Olinda e de Belém do Pará, dom Vital e dom Macedo Costa, tomam atitudes semelhantes.

Dom Vital de Oliveira tornou-se bispo da diocese de Pernambuco em 1871, por decreto imperial. Chegou ao Recife no dia 22 de maio de 1872. Em dezembro daquele ano, encontrou um ambiente hostil e grande parte do clero filiada à maçonaria. Advertiu seus párocos e fiéis sobre a influência maçônica e lançou carta circular solicitando às irmandades religiosas a convencerem os maçons a abandonarem a maçonaria ou as irmandades.

O governo imperial intimou dom Vital a voltar atrás em seus atos e a anular a interdição de duas capelas de irmandades, fechadas por desobediência aos seus pedidos em relação à maçonaria.

Nessa luta, ele teve como único aliado o bispo do Pará, Dom Macedo Costa. A ação dos dois, apoiada pelo papa Pio IX, deu origem à chamada "questão religiosa", um conflito entre a maçonaria e os bispos, entre a Igreja e o Estado.

Os bispos são então processados pela justiça, convocados ao Rio de Janeiro e condenados a quatro anos de prisão. Depois da suspensão das punições eclesiásticas aplicadas aos maçons, a pena dos bispos é reduzida e eles são anistiados.

Esse conflito abala as relações entre o Império e a Igreja e contribui para enfraquecer ainda mais a Monarquia. A partir da proclamação da República, em 1889, passa a vigorar a separação entre Igreja e Estado, que deixa de ter uma religião oficial.

JOSÉ ARAGUAÇU – M.`. M.`. – ARLS Estrela do Xingu nº. 69.





sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Origens Mágicas da Maçonaria – Eliphas Levi


A grande associação cabalística, conhecida na Europa sob o nome de Maçonaria, surge de repente no mundo, no momento em que o protesto contra a Igreja acaba de desmembrar a unidade cristã. Os historiadores desta ordem não sabem explicar-lhe a origem: uns dão-lhe por mãe uma associação de pedreiros formada no tempo da construção da catedral de Estrasburgo; outros dão-lhe Cromwell por fundador, sem entrarem em indagações se os ritos da maçonaria inglesa do tempo de Cromwell não são organizados contra este chefe da anarquia puritana; há ignorantes que atribuem aos jesuítas, senão a fundação ao menos a continuação e a direção desta sociedade muito tempo secular e sempre misteriosa. À parte esta última opinião, que se refuta por si mesma, podem se conciliar todas as outras, dizendo que os irmãos maçons pediram aos construtores da catedral de Estrasburgo seu nome e os emblemas de sua arte, que eles se organizaram pela primeira vez publicamente na Inglaterra, a favor das instituições radicais e a despeito do despotismo de Cromwell. Pode-se ajuntar que eles tiveram os templários por modelos, os rosa-cruzes por pais e os joanitas por antepassados. Seu dogma é o de Zoroastro e de Hermes, sua regra é a iniciação progressiva, seu princípio a igualdade regulada pela hierarquia e a fraternidade universal; são os continuadores da escola de Alexandria, herdeiros de todas as iniciações antigas; são os depositários dos segredos do Apocalipse e do Zohar; o objeto de seu culto é a verdade representada pela luz; eles toleram todas as crenças e não professam senão uma só e mesma filosofia; eles não procuram senão a verdade, não ensinam senão a realidade e querem chamar progressivamente todas os inteligências à razão. O fim alegórico da maçonaria é a reconstrução do templo de Salomão; o fim real é a reconstituição da unidade social pela aliança da razão e da fé, e o restabelecimento da hierarquia, conforme a ciência e a virtude, com a iniciação e as provas por graus. Nada é mais belo, está se vendo, nada é maior do que estas ideias e estas tendências; infelizmente as doutrinas da unidade e a submissão à hierarquia não se conservaram na maçonaria universal; houve logo aí uma maçonaria dissidente, oposta à maçonaria ortodoxa, e as maiores calamidades da revolução francesa foram o resultado desta cisão.

http://miquels007.wordpress.com/verdades-sobre-a-maconaria/


terça-feira, 20 de novembro de 2012

A ESCOLHA DO VENERÁVEL MESTRE


Hoje (20/11/2012) a Augusta e Respeitável Loja Simbólica Juscelino Kubitschek nº. 15, jurisdicionada à Grande Loja Maçônica do Distrito Federal se reunirá para escolha do seu Venerável Mestre. Caberá ao VM eleito administrar os destinos da nossa loja pelos próximos 12 meses.
Mutatis mutandis, paralelamente, os jurisdicionados da Grande Loja do Distrito Federal se preparam para escolher o seu Grão-Mestre, que terá a excelsa missão de conduzir nossa Potência Maçônica no período 2012/2015.
Os escrutínios que se avizinham se arrimam nas emanações da Lei mais antiga da maçonaria, os Landmarks, compilados por ALBERT GALLETIN MACKEY:  “O Governo da Fraternidade por um Oficial que é seu presidente, denominado Grão-Mestre, eleito pelo povo maçônico, é o quarto Landmark da Ordem Maçônica”; "O governo da Fraternidade quando congregada em Loja, por um Venerável e dois Vigilantes é um outro Landmark".
Nesse contexto, lanço mão do pensamento iluminado do Irmão Doracino Naves que brilhantemente sintetizou a importância do veneralato e as qualidades que devem possuir os postulantes a dirigente de uma Loja Maçônica e de uma Grande Loja.
De todas as funções e cargos de uma loja maçônica a mais difícil é a do Venerável Mestre. As dificuldades são naturais para quem ocupa uma função de líder. Por ser o primeiro dos três principais Oficiais da Loja ele encaminha os seus Obreiros nos fundamentos da maçonaria. A ideia da criação desse cargo foi a de escolher, entre os mestres, um Oficial para representar o ideal maçônico. Isso começou, em 1717, com a codificação das primeiras regras maçônicas.
Em todas as Obediências do mundo o Venerável é o mestre principal. Esta autoridade, conforme explicitado acima, vem da Lei mais antiga da maçonaria, os Landmarks, de ALBERT GALLETIN MACKEY,  que usa a expressão “O Governo da Fraternidade”.  A palavra governo, nesses casos, significa chefia, comando, liderança. Já a Constituição de Anderson, outro documento importante da instituição, diz que um dos critérios para a escolha do Venerável Mestre é o seu mérito pessoal. Mérito vem de merecer, de merecimento e, na maçonaria, é o valor pessoal do maçom para desempenhar este cargo.
Outras virtudes necessárias para ser VM: talento e a habilidade para lidar com as diferenças de quem busca a espiritualidade iniciática da maçonaria. Aliás, a iniciação é uma cerimônia que realça a luz espiritual do iniciado. E essa motivação depende, em grande parte, do Venerável Mestre. A outra parte é feita pelo Iniciado. Mas o esforço pessoal do maçom, amparado pelos Mestres da Loja, dá força para ele vencer as etapas seguintes à iniciação e permanecer firme no ideal. Essa atenção do Venerável Mestre é fundamental para que o maçom não se desvie do rumo da sua Iniciação. O Mestre da Loja deve encontrar um jeito para tratar, individualmente, irmãos de diferentes culturas que ingressam na maçonaria.
É no ambiente da Loja que se desenvolve o pensamento do maçom. Depois de interpretar a filosofia maçônica é que ela deve se estender para fora da Loja. Antes, porém, ela deve ser desenvolvida e assimilada pelos Obreiros. Para alcançar este estágio o Venerável Mestre planeja as instruções necessárias para incentivar a pesquisa e, assim, retirar o melhor dos Obreiros. Afinal, o Venerável é o Mestre da Loja e todos os temas são agendados por ele. Mas, é também ele quem aconselha e está sempre pronto para ajudar o irmão nas suas dificuldades diárias. Fazendo assim, com sinceridade em suas ações, o Venerável estabelece uma ligação mais próxima com o seu Obreiro. Este cuidado gera crescimento e também contagia os obreiros pelo exemplo que ele dá. As ações administrativas e litúrgicas também capacitam o Obreiro para que ele seja, a cada dia, melhor maçom: um pai cuidadoso e amigo; um filho amoroso; um esposo respeitador; um profissional íntegro e um irmão atencioso e solidário com o outro. A iniciativa destas atitudes é do Venerável Mestre e não pode ser transferida a outro Oficial.
Finalmente, é o Venerável Mestre quem comanda a Loja maçônica e, por isso, é o primeiro a se apresentar para o trabalho. Resta, ainda, destacar que o sucesso ou não de uma administração de Loja depende muito do Venerável Mestre. Porque é ele quem faz as escolhas necessárias para o trabalho da Loja. Ele tem autoridade para mudar o que for preciso para ser bem sucedido.
Essa força pode ser comparada a de Moisés que guiou o povo Hebreu pelo deserto. Colunas de fogo e nuvem guiaram o povo de Deus à Canaã. E, no plano da Loja, o Venerável Mestre dirige os maçons para alcançarem, juntos com ele, a meta principal de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A missão do VM é difícil, sem dúvida, mas pode revelar o outro lado do símbolo: o de apreender, fazendo o bem!
Pensem! Reflitam! Votem!

sábado, 17 de novembro de 2012

A MAÇONARIA NO MUNDO: TURQUIA


Durante o século XIX e primeira década do século XX, a Maçonaria na Turquia se resumia em Lojas funcionando sob a autoridade das Grandes Lojas da Inglaterra, Irlanda e Escócia e do Grande Oriente de França. Houveram também esforços isolados de Lojas italianas e gregas naquele país, mas com pouca expressividade.
A Maçonaria era o elo que ligava os 05 fundadores do famoso partido político “União e Progresso” na Turquia. Apesar de não ser necessária filiação maçônica para se tornar um membro do Partido, todos os seus dirigentes era maçons, assim como os oficiais do exército que esse partido formou na Trácia para derrubar a monarquia turca. Interessante observar que, na história turca, o período de 1908 a 1918 é comumente chamado de “Estado Maçônico”, pelas relações exteriores da Turquia ter sido predominantemente realizada por intermédio das Obediências Maçônicas.
O Supremo Conselho do REAA da Turquia, até então adormecido, foi reativado em Março de 1909, emitindo Cartas Constitutivas para a criação de 04 Lojas turcas. Lojas ligadas às Obediências da Itália, França, Espanha e Egito se uniram a essas 04 Lojas turcas e fundaram, em Julho de 1909, a Grande Loja da Turquia, a qual foi consagrada pelo Supremo Conselho. Esse fato merece um adendo:
Alguns poucos maçons no Brasil ainda teimam em querer condenar a “regularidade de origem” das Grandes Lojas Estaduais brasileiras pelo fato das primeiras Cartas Constitutivas terem sido concedidas pelo Supremo Conselho do Grau 33o, que não é um Corpo da Maçonaria Simbólica, em 1927. Mas outras Grandes Lojas espalhadas pelo mundo também tiveram suas origens em um Supremo Conselho, como foi o caso da Grande Loja da Turquia.
Voltando ao assunto, nesses mais de 100 anos de existência, a Grande Loja da Turquia teve e tem em seus quadros os mais importantes políticos e líderes de diferentes setores daquele país, tendo participado ativamente da democratização e colaborado imensamente nas relações internacionais da Turquia. Atualmente, a Grande Loja da Turquia conta com mais de 200 Lojas e de 30 mil membros, possui uma Loja de Pesquisas com um periódico trimestral e publica uma revista de notícias bimestral.
Uma peculiaridade da Grande Loja da Turquia é a adoção do Ritual Turco, exclusivo da Grande Loja da Turquia e obrigatório em todas as suas jurisdicionadas, inclusive aquelas que trabalham em outras línguas. É um ritual baseado no Ritual Standard da Escócia, e nos Ritos Moderno e Schroeder. O Ritual Turco exige a presença em Loja do Alcorão, e do Antigo e Velho Testamentos. O traje solicitado é terno escuro e gravata preta, e há um interstício de no mínimo 01 ano entre um grau e outro, além da exigência de apresentação de trabalho para a concessão do grau. Enfim, algumas similaridades com as práticas maçônicas brasileiras.

Fonte: http://www.noesquadro.com.br/2012/05/maconaria-no-mundo-turquia.html

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

HAJA O QUE HOUVER, EU SEMPRE ESTAREI AO SEU LADO.

Na Romênia, um homem dizia sempre ao filho: 

- Haja o que houver, eu sempre estarei ao seu lado! 
Houve, nesta época um terremoto de grande intensidade. Na hora do tremor o homem, que estava em uma estrada, correu para casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho tinha ido para a escola. 
Correu para lá e encontrou-a totalmente destruída. Não restava uma única parede de pé. Tomado de uma enorme tristeza, ficou ali recordando o filho e sua promessa não cumprida: 
- Haja o que houver, eu estarei sempre ao seu lado. Seu coração estava apertado e apenas conseguia ver a destruição. Mentalmente percorreu inúmeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando a mão do filho, o portão, o corredor, as paredes, virava a direita e o olhava entrar. Mas agora estava tudo destruído. 
Resolveu então, fazer em cima dos escombros o mesmo trajeto: Portão... portas... corredor... virou a direita... e parou em frente ao que deveria ser a porta da sala em que seu filho estudava. 
Nada! Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe. Olhava... Tudo destruído... Ficou desolado... E continuava a ouvir sua promessa: - Haja o que houver, eu sempre estarei a seu lado! 
E ele não estava... começou a cavar com as mãos. Nisto chegaram outros pais, que embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo de lá dizendo:

- Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém. 
Ao que ele retrucava: 
- Você vai me ajudar? 
Mas ninguém ajudava, e aos poucos, todos se afastavam. Chegaram os policiais, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida. A única coisa que o homem dizia para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era: 
- Você vai me ajudar? 
Chegaram os bombeiros, e foi à mesma coisa... Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos, cinco, 10, 12, 22, 24, 30 horas. Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que ao afastar uma enorme
pedra, sempre chamando pelo filho, ouviu: 
- Pai... Estou aqui! 
Feliz, o homem fazia força para abrir um vão maior e perguntou: 
- Tem mais alguém com você? 
- Sim, dos 36 da classe, 14 estão comigo, estamos presos em um vão entre dois pilares. Estamos todos bem. Pai, eu falei a eles: vocês podem ficar sossegados, pois meu pai vai nos achar. Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora... Haja o que houver, meu pai estará sempre a meu lado! 
- Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco, disse o pai. 
- Não Pai! Deixe os outros saírem primeiro... eu sei que haja o que houver você estará me esperando! 

Esta história é verídica e serve para testar a nossa persistência... no que acreditamos; lembrar-se de quem está sempre ao nosso lado e afirmar para quem amamos que sempre estaremos presente em todos os momentos dizendo: "Haja o que houver, eu estarei sempre ao seu lado"!!!


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Idosos ou portadores de deficiência têm direito a um benefício de um salário mínimo por mês


A maioria das pessoas não tem conhecimento deste direito, que é devido ao idoso com 65 anos ou mais, ou ao portador de deficiência física/mental que não possuem condições financeiras de prover o seu sustento.
Um direito muito importante, mas pouco conhecido pela população, é o Benefício de prestação continuada – BPC-LOAS, que garante ao idoso com 65 anos ou mais que não tenha condições financeiras favoráveis, o direito a receber um salário mínimo por mês.
Também podem receber este benefício as pessoas deficientes, de qualquer idade, que não possam prover o seu próprio sustento. Não importa se a deficiência seja física ou mental, bastando a comprovação de que a pessoa não pode trabalhar para ganhar seu próprio dinheiro e promover a sua subsistência.
Tal direito foi criado pela Lei nº 8.742 de 1998 e, socialmente, tem um papel muito importante para propiciar dignidade aos portadores de deficiência e às pessoas idosas que não conseguem se aposentar, pois não contribuíram com a previdência social enquanto jovens e agora na velhice se veem em situação de dificuldade financeira, necessitando muitas vezes do auxílio de outras pessoas para prover o seu próprio sustento.
Isto mesmo, tal benefício é devido ainda que o idoso ou deficiente nunca tenha contribuído com a previdência social e, portanto, não preencha os requisitos para requerer sua aposentadoria ou auxílio doença.
Vale dizer que a Lei que criou o benefício exige uma renda máxima de ¼ do salário mínimo para cada pessoa componente do grupo familiar. Isto significa que na casa onde resida o idoso/deficiente, somando se a renda de todos e dividindo pelo número de moradores, este resultado deve ser menor que um quarto do salário mínimo. Entretanto, atualmente várias decisões judiciais já desconsideram este requisito, bastando apenas a comprovação de que a família é de baixa renda e necessita do benefício.
Para requerer este benefício de um salário mínimo que é pago pelo Governo Federal, o beneficiário precisa comparecer ao posto de atendimento do INSS de seu município, munido de toda documentação que comprove a idade acima de 65 anos ou a deficiência física/mental de que é portador, bem como a demonstração de que não possui condições financeiras que lhe permitam o seu sustento. Se for deferido pelo Órgão previdenciário, o benefício começa a ser pago em até 30 dias, se o INSS negar o pedido, pode-se tentar modificar a decisão por meio e recursos ou até mesmo ajuizando uma ação para que o juiz analise melhor o caso e conceda o direito ao idoso/deficiente que atender os requisitos previstos na Lei.
O Benefício LOAS foi criado para ajudar e proteger os mais necessitados, como idosos, moradores de rua, portadores de deficiência, e, por muitas vezes estas pessoas não tem conhecimento ou mesmo lhe faltam discernimento para perseguir a concretização de seu direito, acabando por ficar às margens da sociedade vivendo sem recurso algum.
É necessário que as pessoas que participam do convívio daqueles enquadrados nas situações acima os orientem a procurar ajuda técnica para fazer jus a tal direito que, aliás, não se trata de uma caridade e sim de um dos principais Direitos garantidos pela CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 
by Lorena Alves Nogueira
Advogada na área Previdenciária.